
De volta ao Grupo Especial após 9 anos, a União da Ilha do Governador, primeira a entrar na Avenida neste domingo, contou a saga de Dom Quixote em um enredo extremamente bem concebido pela carnavalesca Rosa Magalhães. Após 17 anos na Imperatriz, a artista teve que superar o maior desafio de sua carreira ao aceitar fazer o Carnaval de uma escola vinda do Grupo de Acesso. E conseguiu.
Com alegorias requintadas e bem acabadas, a Ilha empolgou as arquibancadas e honrou sua tradição. Outro destaque foi a exibição da bateria de Mestre Riquinho, que executou diversas paradinhas e deu show na Sapucaí.
O ponto fraco do desfile, no entanto, foi a atuação do primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Alex e Simone. A dupla já na primeira cabine julgadora teve dificuldade e a bandeira chegou a enrolar. O problema também se repetiu na 3ª cabine. A comissão de frente reproduziu uma tourada na Avenida e jogou rosas vermelhas para o público, que foi ao delírio.
A escola teve ainda problemas com dois de seus carros. O último entrou atrasado na Avenida e deixou um buraco no setor 1. Quando o relógio marcava 52 minutos desfile, dois destaques ainda estavam sendo erguidos para a alegoria. O quarto carro da escola, "Lutando Contra Moinhos de Vento", perdeu a hélice de um de seus moinhos ao passar pelo viaduto. A escola teve que aguardar sua evolução para tentar evitar buracos no desfile.
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