
Eleito a cidade preferida do público LGBT, desbancando Barcelona, Buenos Aires, Londres, Montreal e Sidney, Rio vai promover outra Parada Gay. Governo quer disque-cidadania e centros de apoio a homossexuais vítimas de violência.
Embora more no melhor destino gay do mundo, um casal de rapazes viveu na pele o preconceito contra homossexuais. Eles acusam dois seguranças da Le Boy, famosa boate gay do Rio, em Copa, de os terem espancado porque trocaram beijos na pista de dança.
O professor André, 26, e o consultor de vendas Marcos (nomes fictícios), 29, deram queixa de lesão corporal na 13ª DP (Ipanema). “Eles nos batiam, um repetia: ‘veado tem que apanhar’”, lembra André, que teve dedo fraturado, escoriações no corpo e está sem trabalhar há 50 dias. Marcos levou 11 pontos na cabeça.
A surra foi em 13 de setembro, na Rua Júlio de Castilhos, vizinha à Raul Pompéia, onde fica a Le Boy. O casal saiu de lá às 5h e foi surpreendido por um segurança identificado como Jr. Bruto, que, na boate, havia exigido que o casal fosse para o ‘dark room’, espaço destinado a carícias mais ousadas. Outro segurança juntou-se a Bruto no espancamento. A delegada Monique Vidal mandou intimar o dono da Le Boy, Gilles Lascar, que disse desconhecer o caso e não aceitar esse tipo de atitude de funcionário.
Fonte: O DIA