A Rede Record foi para cima da Globo neste domingo (16) com o programa "Repórter Record" especial, com quase uma hora de duração, em que vinculou a emissora carioca à ditadura militar no Brasil.
Segundo informações do UOL, a atração acusou a Globo de falsificar documentos e de tratar uma praça pública de São Paulo como propriedade particular. Também retransmitiu entrevistas com políticos sobre o "monopólio" da empresa, pois essa atitude seria prejudicial à democracia.
Com trechos do documentário britânico "Muito Além do Cidadão Kane", acusou a Globo de ter sido conivente com a ditadura militar.
O "Repórter Record" mostrou uma entrevista com o bispo Edir Macedo, principal personagem das denúncias de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, realizada no Estados Unidos, afirmando que as acusações não são novas e que são recebidas com "alegria" por causa da fé.
De acordo com Macedo existem bispos ruins na igreja, mas quando a organização constata irregularidades, eles são expulsos. Como exemplo, citou um suposto caso de pedofilia nos EUA.
A ambição do bispo é "colocar a Record lá no topo" e também fazer a igreja chegar aos países muçulmanos.
Resposta
O "Fantástico" não diminuiu o tom e mostrou casos de fiéis que teriam sido coagidos a doar mais dinheiro, mesmo sem poder. Uma das entrevistadas diz ter doado R$ 100 mil à Igreja Universal do Reino de Deus e com isso, teve de almoçar amostras grátis oferecidas em supermercados.
Outro caso apresentado foi do ex-zelador Edson Luiz de Melo, 45 anos, portador de um "diploma de dizimista". Sua mãe, Dulce Conceição de Melo, 65 anos, entrou com uma ação contra a Igreja por R$ 55 mil de prejuízo.
Redação Adnews